xxxxxxx

******

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

História intantil


Era uma vez um menino chamado João Carlos.Ele era de uma família pobre, porém o pai e mãe  trabalhavam  muito e se esforçavam para que ele tivesse uma vida digna e feliz.Ele ia a escola, fazia as lições,  brincava com os amiguinhos na horas de folga.Também assistia televisão e passeava nas férias. O menino cresceu e um certo dia ele começou a mentir. Criou um personagem para ele e falava para as pessoas  que ele era tudo o que  achava que o personagem era. Superman, 007, instrutor de patinação,Medalhista olímpico, lutador de esgrima . As pessoas iam perguntar para a mãe dele, é verdade que seu filho ganhou o troféu do melhor jogador de Handebol? A mãe envergonhada não dizia nem que sim e nem que não mas que se ele tinha ganho ela ainda não tinha sido informada. Algumas vezes ela até mentiu, afirmando que sim, o filho dela era um mestre cuca, cozinhava muito bem e sabia fazer muitos pratos, mas era mentira, fazia isso apenas para as pessoas pararem de zombar das mentiras de seu filho.Havia a esperança que quando o filho fosse pegando mais idade , ele próprio fosse largando o personagem e sendo ele mesmo, mas ao contrário , o personagem tomou conta da vida real do menino e ele queria que a vida dele se transformasse na vida do personagem. Ele exigia das pessoas que o amavam que fizessem todas as suas vontades para que as mentiras dele se tornassem realidade. Coitado do menino, não era amado por ninguém a não ser pela própria família  e pela companheira dele que no começo até acreditou nas mentiras dele mas agora também era refém. Um dias as pessoas da família foram acordando e viram o mal que tinham causado em não ter desmascarado o menino enquanto ainda era tempo, se arrependeram de criar aquele egoista. Agora a família vive pensando numa maneira de reverter a situação, mas sabe que só a VIDA vai poder mudar o menino personagem.Moral da história....Nunca queira ser quem você não é .E muito menos viver de fantasias.Aceite e tua realidade!


.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ANTES QUE TERMINE O DIA







DICA-FILME ANTIGO(2004)


Assisti o filme em DVD hoje à tarde e resolvi passar a dica.


História de um casal que vai vivendo sua vidinha, "entre tapas e beijos", até que acontece um acidente... e um deles morre. Sendo que (não vou contar  como), dá-se uma volta no tempo, para antes do acidente, e o casal vive tudo de novo daquele dia fatal, até que o acidente ocorre de novo... bom, você quer MESMO que eu conte o final aqui?

O título do filme em português deve ser "Antes que Termine o Dia" porque o casal precisa viver aquele dia de novo ANTES do acidente acontecer, à noite... então, eles só têm a opotunidade de estar juntos até o dia acabar. =)

O título original "If Only" (Se apenas) deve ser alguma coisa do tipo "se tivéssemos apenas esse dia para viver, como viveríamos?"

Filme muito lindo (para quem gosta de romances, feito eu )



Comédia Romântica




Wanda Wenceslau

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Meus pensamentos




Quando eu era criança, pouca gente tinha aparelho de televisão, ele só começou chegar de verdade aos menos favorecidos, por volta de 1960.Até então, meus pais e os vizinhos colocavam as cadeiras nas calçadas ou nos terreiros para contarem "causos", discutir política, e principalmente ficar de olho no comportamento dos filhos. Quando nos recolhíamos, vinham os sermões: -Não devias ter  feito isso a fulano, não devias ter dito isto a sicrano e por ai vai.Atualmente, a maioria dos pais, deixam os filhos serem educados pela escola, pela televisão e pela Internet. Dá no que dá: Verdadeiros tiranos alienados! Por isso existe o bullyng!
Outra coisa fundamental: jovem não tinha carro, então era tudo no caminhar e conversar,  era muito bom ter amigos e poder sair em turma, rindo, conversando, programando coisas. Hoje, pegam o carro e vão tirar "racha", para ver quem se mata primeiro, isto , se não matarem outrem!
Também haviam os trabalhos escolares, para o qual,  se pesquisava muito nas bibliotecas. Hoje, baixa-se  "as pesquisas" da Internet , assina-se e entrega-se ao professor. Estão a terminar o curso de universidade e ainda não aprenderam a escrever.Talvez, com a tecnologia tão avançada,  a escrita será ultrapassada, teremos apenas down load para Iped, Ipod e "tudo pode". Enquanto isso não acontecer vou digitando.

Wanda Wenceslau

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Hoje acordei down.



Todo domingo tem sol,toda segunda-feira tem ressaca, mesmo que a ordem se inverta , é assim que pensamos, e  A TERÇA-FEIRA? È O QUE? Não é um final de semana como a sexta, não é quase final de semana como a quinta.Terça é o que? Uma continuação? Continua o tédio ou a euforia? A alegria ou a tristeza? Continua a vida. Os passaros cantam ópera. Os cães dançam tango. Os gatos dançam rock.O papagaio da vizinha conta piadas da Dercy Gonçalvez.Quanto palavrão! Não deveriam ensinar orações aos passaros? Por que ensinar palavrões? Porque todo mundo tem um lado oculto que não quer escancarar. "Eu ensino palavrão a ele , e ele fala por mim".Engraçado! Eu sou a soma de eu mais eu. Já cansei de pedir desculpas as pudicas e aos hipócritas. Hoje acordei down.


Wanda Wenceslau

domingo, 28 de agosto de 2011





Uma amiga querida, me disse uma coisa bonita que ficou anotada na memória: “Às vezes, a gente precisa se livrar um pouco da gente, isso sim é liberdade fina, das boas”. Pode ser mesmo bem libertador, de vez em quando, embora não seja lá um exercício fácil. Costumamos viver muito apegados à autoimagem, a tal Síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim”. Sofremos, repetimos equívocos, ficamos apertados nos conhecidíssimos cômodos sem ventilação, mas o padrão antigo continua lá firme e forte, permeando nossas ações, projetando o mesmo filme entediante, dizendo quem manda no pedaço. Até com orgulho, que geralmente é puro medo, não ousamos um passo fora desse lugar, enquanto a vida aguarda a chance de nos mostrar o quanto pode ser vasta e rica de possibilidades além dele.
Wanda Wenceslau

terça-feira, 16 de agosto de 2011





PRESENÇA
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Na clareza que liberta.


Ela poderia ter passado o resto da vida exatamente ali, esparramada na autopiedade. Lustrando as lembranças difíceis com zelo de quem guarda relíquias. Fazendo contas para medir o amor que ofereceu e o amor recebido. Atualizando todo dia a estatística das perdas e insucessos vividos. Esmiuçando, incansável, a história de cada traição sofrida. Envenenando-se com a substância tóxica da culpa. Morrendo de fome, com recursos para banquete, o medo desmatando lentamente territórios arborizados da alma, secando rios de delícias, amordaçando passarinhos, desmentindo flores.

Ela poderia ter passado o resto da vida exatamente ali, esparramada na autopiedade. Onde não corria vento, onde não batia sol, onde toda muda de alegria morria desidratada, onde só brotava pé de mágoa. Poderia, não porque ali fosse lugar aprazível, mas porque ali lhe parecia seguro. As insatisfações organizadamente acomodadas, os culpados escolhidos, as desculpas em dia, a escuta blindada para não ver o quanto o cansaço de toda aquela insipidez embotava o viço dos passos. Desmanchava estrelas. Esgarçava devagarinho o frágil tecido da paz. Ali, era mais fácil não arriscar movimento. Ali, era mais fácil esquecer que podia fazer escolhas. Ali, era mais fácil esquecer-se.

Mas a alma, sábia e habilidosa bordadeira de pretextos, quando encontrou brecha, arrumou um jeito de alumiar aquele lugar. Foi então que ela conseguiu enxergar exatamente onde estava com nitidez reveladora e também desconcertante. Fazia tempo, desconhecia o paradeiro do brilho dos seus olhos sem ter feito nenhum movimento para trazê-lo de volta. Estava profundamente infeliz e agiu durante temporadas como se isso não lhe dissesse respeito. Não fazia ideia da vez mais recente em que experimentara satisfação autêntica e até aquele momento sequer havia notado. Deu tanto poder aos outros para interferirem na sua alegria que esvaziara o próprio até a exaustão. Afastou-se tanto do coração e do seu desejo que encolhera-se, inerte, diante de cada golpe sofrido sem contar com a própria proteção. Esforçou-se de tal forma para se tornar interessante para o outro, que perdera o interesse por si mesma. Os sucessivos desapontamentos tentaram lhe dizer que não era merecedora de coisas que faziam toda diferença, e ela acreditou.

Na clareza que liberta, ao lembrar ser capaz de fazer escolhas pela própria vida, escolheu sair daquele lugar, passo a passo, gentileza a gentileza, no tempo que fosse necessário. Agora, poderia contar de novo consigo mesma. Renovar, gesto a gesto, o compromisso com o próprio coração. Sentir-se responsável pela própria felicidade com a confiança de quem recorda o que realmente mais lhe importa. E com uma vontade toda nova de, primeiro, desfrutar a dádiva da própria lindeza e do próprio amor.

Ana Jácomo