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domingo, 27 de dezembro de 2009

Ano Novo de Novo



"Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou...."
Já pararam para pensar onde estávamos em cada primeiro dia de cada inicio de ano ?
Eu não consigo me lembrar de todos.
Quando eu era criança, ouvia sempre falar que o mundo acabaria no ano 2000 ,estamos entrando em 2010 e nada do mundo acabar, ainda bem!
10....9....8.....E acaba o ano de 2009, fica lá pra trás com todas coisas boas e ruins, pessoas queridas que ficaram nesse barco que viaja para a saudades.
Meu pai é uma delas...Quanta saudades! Ainda ao brindar com a chegada deste ano que agora termina, abracei-o e lhe desejei Feliz Ano Novo.Talvez tenha sido feliz para ele que foi morar no céu, mas para nós que o perdemos , foi ruim, doeu muito!
Quando chega no final do ano fazemos o balanço  e vemos que deixamos de fazer muitas coisas que gostaríamos de ter feito e prometemos que no próximo ano tudo será diferente.
Mais um ano esta terminando e todos têm projetos novos para ele. Mas realmente já pensou no que você não terminou? No que tinha prometido para si mesmo no ano passado? Você realmente tem aproveitado o presente da sua vida?
Por outro lado, esta história de tempo e ampulheta é muito complicada.O ano novo pra nós não é ano novo pra todo mundo
Cada cultura comemora seu Ano Novo. Os muçulmanos têm seu próprio calendário que se chama “Hégira”, que começou no ano 632 d.C. do nosso calendário. A passagem do Ano Novo também tem data diferente – 6 de Junho, foi quando o mensageiro Mohammad fez a sua peregrinação de despedida a Meca.
As comemorações do Ano Novo judaico, chamado “Rosh Hashanah”. É uma festa móvel no mês de Setembro (este ano foi 18 de Setembro). As festividades são para a chegada do ano 5770 e são a oportunidade para se deliciar com as tradicionais receitas judaicas: o “Chalah”, uma espécie de pão e além do pão, é costume sempre se comer peixe porque ele nada sempre para frente.
O primeiro dia do ano é dedicado à confraternização. É o Dia da Fraternidade Universal. É hora de pagar as dívidas e devolver tudo que se pediu emprestado ao longo do ano. Esse gesto reflete a nossa necessidade de fazer um balanço da vida e de começar o ano com as contas acertadas.
O que mudou? Você mudou?Se pretende mudar saiba que é  dentro de você que as mudanças são feitas todos os dias.
Em qualquer dia do ano podemos mudar, não precisa ser exatamente no primeiro dia de ano nenhum, pode ser hoje!
Precisamos buscar dentro de nós uma mudança de hábitos. Se não fizermos as mudanças necessárias, tudo continuará como sempre. E não vai ser no dia 31 de dezembro que a transformação se fará por força do calendário.Já passei muitos réveillons em festas, rodeada de pessoas, algumas felizes, de cara limpa, outras com sorriso de retrato e copo na mão...O calendário é feito de folhas de papel.
O bom disso é que todos os dias, podemos virar a página, se assim desejarmos.
Mas saiba que ai começa a contagem regressiva , menos um ano... menos 2... menos 3...


Wanda Wenceslau

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Reflexão da quadra


Estando confinada ao circuito de cama, cadeira de rodas, sofá, cadeira de rodas, idas à casa de banho, à cozinha, onde me servem o almoço e fumo um cigarro, à casa de jantar, tudo com moveis desviados do sitio para que eu possa passar, penso muito, pelo menos sem ser interrompida por outras coisas, penso que este Natal não vou celebrar como nos outros anos, com pequenas oferendas, escolhidas com o eterno balanço entre vontade e disponibilidade financeira, nem tão pouco ofertar coisas feitas por mim, não consigo elabora-las, não vou conseguir amassar filhoses, temperar o borrego, decorar a casa, colocar a mesa com primor, bater muito bem a massa do bolo e decorar depois, encher a casa de calor, cheiros de canela, não vou passear nas ruas devagar a ver as luzes de Natal por vezes frias, mas ainda assim luzes, não vou buscar o meu presépio velho e feiíssimo, com moinhos do tamanho das ovelhas, um burro de plástico que os meus filhos em pequenos insistiram em juntar, não sei porquê tenho dois São Josés, mas não faz mal, parece que Jesus tinha vários pais, de qualquer das formas as crianças deveriam ser filhos de todos e vai-se lá saber se não é um pronuncio das novas famílias. Não faz muito tempo, uma amiga, católica, perguntou-me, não sendo eu católica, porque festejo o Natal.
Respondi-lhe que foi a época em que aprendi a celebrar a família, a fazer do pouco muito, a criar novas esperanças, a celebrar a infância, que antes de Jesus já era uma  Festa do equinócio do Inverno, que juntando a isso tudo o nascimento de uma criança,  que quando adulto, lutou pela Justiça Social, para mim está bem.
Ela conhece-me bem, sorriu e disse que estava só à espera da minha explicação, que sabia de antemão que não eram as prendas que me moviam a ser uma fanática do Natal, agnóstica convicta, pouco dada a consumismos.
Mal sabíamos nós que nesse dia, ao despedir-me à pressa para dar a prenda e os parabéns à minha mãe, iria torcer a pata que me invalida a celebração tradicional, de juntar família na minha casa, fazer as iguarias que cada um aprecia mais, embrulhar pela noite dentro carinho em forma de presente, com papel colorido e fitas brilhantes.

Ana Camarra

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

El Gordo, Don Pedregullo, un caminhon de macacos e o espanhol Pepe



El Gordo cruzou os caminhos do espanhol Pepe (José Conegero Lopes) em Málaga, Espanha, no ano de 1889, por uma decisão da mulher Ana. Esta saíra para comprar "unas sardinas" para fritar no almoço, mas, convencida por um grupo de vizinhos, com o dinheiro, entrou no bolão do "El Gordo de Navidad", loteria que corre na Espanha, todos os anos, no dia 22 de dezembro.

Assim, naquele dia, naquele longínquo ano, o espanhol Pepe comeu "tortillas" de batatas, mas acertaram "El Gordo de Navidad" bem na cabeça. Eram muitos malaguenhos e, dividido e repartido o prêmio, Pepe pode dar o pontapé inicial de um sonho acalentado por muitos europeus: fazer as Américas.

As passagens dele, da mulher e dos seis filhos, a maior Carmem, com 14 anos, e mais o percurso do navio Itália, que em 1902 os deixou em Santos até a Hospedaria dos Imigrantes, em São Paulo, onde foram registrados, e depois o terreno e a casa alugada, tudo foi patrocinado por El Gordo.

Faltava construir a casa e, para tanto, arrumar emprego na cidade, em uma obra em que nesta o espanhol sabia fazer um pouco de tudo.

Foi, então, que um outro cruzou seu destino. Foi Don Pedregullo, porque na primeira empreitada que conseguiu vaga havia uma condição: "aqui só poderemos admitir o senhor e começar a obra quando chegar o Pedregulho".

Vieram noites e noites de insônia e dias e dias de apreensão. Sempre voltando com a mesma resposta: lamentamos, mas "o Pedregulho ainda não chegou."

- "Quién será este Don Pedregullo?"

O espanhol Pepe e a mulher Ana acreditavam ser alguém muito importante, tanto que após idas e vindas já o chamavam de Don Pedregullo, e era quem autorizava as obras aqui em São Paulo. Procurar outra obra nem pensar, porque se não chegava nesta não chegaria em nenhuma outra da cidade.

Isto ele a mulher e os filhos deduziram durante os almoços e jantares, preocupados porque o dinheiro ia sendo gasto e ainda pretendiam construir a casa no terreno comprado.

Dias e dias se passando e nada de Don Pedregullo aparecer. Aparecia sim o espanhol, cansado, desanimado, de volta, isto até certa manhã, quando, ao chegar na obra, recebeu uma proposta. "Temos um trabalhinho para amanhã. É que precisamos sair para tentar saber por que o Pedregulho não chega e fomos avisados de que chegará na parte da manhã o caminhão de Macacos. Precisamos de alguém para recebê-lo, conferir a quantidade e assinar a nota de serviço. Depois é só colocar os macacos dentro do depósito e aguardar nossa chegada. Chegaremos ao cair da tarde".

Assustada, Ana achava que seria melhor voltar e retirar a palavra dada, porque un caminhão de macacos é um perigo, e para quê os macacos? Não, alguma coisa não estava certa...

Mas espanhol não retira palavra dada.

Manhã seguinte lá estava ele, junto ao depósito, esperando a chegada dos macacos.

- "Cuantos serón de macacos?" - preocupava-se assustado também ele.

Tinha bolado um plano. Quando chegasse o caminhão de macacos, subiria no muro e tiraria a cinta e acuaria os macacos em um canto e, lá do alto, tomaria conta para nenhum escapar.

Passou a manhã, depois o meio do dia e a tarde começou a cair lentamente.

Faminto, despenteado, suado, porque ajudara a descarregar dois caminhões que chegaram, um após o outro. Um cheio de pedras grandes, para calçamento de ruas, e no outro pequenas pedrinhas que descarregaram no depósito, deixando-o mais temeroso ainda, porque sobrou pouco terreno para os macacos e mais uma preocupação: e se atirassem pedras e se subissem nas pedras grandes e se fugissem ou se machucassem?

Respirou aliviado só quando o pessoal apareceu de volta, sorrisos largos, felizes.

- O senhor deu sorte, seu Pepe! Amanhã mesmo vamos começar e o senhor já está contratado. Agora é nosso convidado, vamos sair para comemorar!

- "Y Don Pedregullo, y el caminhon de macacos?" - Ana quis saber assim que o viu entrar todo alegre, vermelho, meio tocado, "bebió unos tragos"...

- "Son piedras, Ana! Acá en San Pablo piedras grandes são macacos e las pequenãs se llaman pedregullos!".






Trinidade Pantiga Espinosa


Obs: Os paralelepipedos para calçamento de ruas e calçadas, aqui em São Paulo, são chamados de macacos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Coisas que a vida ensina depois dos 40



Amor não se implora, não se pede, não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Aquecimento Global




Ele tem inveja do que a natureza faz.Ele tenta destruí-la de todas as maneiras.Ele engole vales verdes e os transforma num imenso lago profundo para gerar energia elétrica.Tudo que é bonito causa inveja a ele. Ele gostaria que tudo fosse feio e sem graça.Ele inveja os grandes templos e construções históricas, vai destruindo e colocando arranha-céus descomunais e gigantescos em seu lugar.Destrói florestas, transformando-as em desertos áridos .Transforma geleiras em oceanos .Ele inveja o bom discernimento e a educação e coloca desordem, desamor e egoísmo nas pessoas.Ele destrói rápido o que Deus criou e a natureza demorou milênios para aprimorar.Ele só não destruiu ainda o ser humano porque precisa de sua cumplicidade para destruir o que resta do planeta.O nome dele? Progresso!

Wanda Wenceslau

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ouro de tolo



Ganância, Arrogância, Avidez, Cupidez, Ambição, Insatisfação. Está intrínseca na personalidade humana a busca pela realização pessoal. Somos, por natureza, insatisfeitos. Estamos sempre a procura de alguma coisa que nos complete.
Acreditem, a insatisfação está presente no coração de todos. Nos barracos de madeira à beira da estrada, nas suítes presidenciais dos grandes hotéis de luxo. Sempre encontraremos pessoas insatisfeitas.
Obviamente, é sempre mais fácil aceitá-la na “moradia” humilde de uma favela. Entretanto, com certeza, a encontraremos também, e não raramente, entre àquelas pessoas que aparentemente atingiram as suas ambições pessoais e sociais.
Pessoas que, a nosso ver, possuem tudo, mas são infelizes. Algo lhes falta. E querem mais!
Querem tanto quanto aqueles que ainda sequer possuem o básico para a sua sobrevivência.
Por isso, na maioria das vezes, não olham para os menos favorecidos. Não olham, pois não percebem a pobreza que se avizinha à sua casa de luxo, ao seu carro zero km.
Vemos com os olhos, mas só percebemos e sentimos com o “coração”. E seus olhos vêem a miséria, mas não a sentem. O seu coração não percebe a amargura do humilde, pois ele mesmo está amargurado.
Amargurado porque precisa trocar o seu carro por um modelo mais novo. Amargurado porque precisa reformar a sua casa. Precisa manter e melhorar o seu padrão de vida. Precisa reservar e acumular bens para o “futuro”.
Futuro?! Como se tivéssemos qualquer controle sobre o próximo segundo de nosso futuro imediato.
Não há futuro! Não há futuro, pelo menos não individualmente, enquanto ele não se concretizar como realidade no presente.
De fato o futuro é um tempo que só pode ser almejado se o idealizarmos no coletivo.
O futuro da Raça Humana é que nos garantirá que nossos filhos e nossos netos tenham a possibilidade de lutar pela sua sobrevivência.
Elegemos a satisfação pessoal e material como prioridades principais de nossas vidas. É obvio, nunca seremos completos. Jamais estaremos satisfeitos.
O “material” se decompõe. A carne se putrefaz. O rijo e novo envelhece. O futuro transforma-se rapidamente em passado.
Você lembra, em 73, quando Raul Seixas lançou a música “Ouro de Tolo?” – “... eu devia estar satisfeito porque consegui comprar um Corcel 73”.
Eu tenho um. Você quer comprar?
O que já foi sonho de consumo num passado recente, hoje é velharia. Lixo que ninguém mais quer.  Sucata.
O ser humano, enquanto indivíduo, olha unicamente para os seus interesses em detrimento dos alheios.  
Esquece que um futuro melhor para os seus entes queridos só será possível se construirmos para viver um mundo melhor.

Wanda Wenceslau

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Carta a Papai Noel




Querido papai Noel
Esse ano eu não quero brinquedo, quero outro presente. Nesse Natal, quando meu irmãozinho Jesus faz aniversario queria que você fosse na minha casa e em todas as casas do mundo e conversasse com mamãe e com papai e com todas as mamães e papais do mundo.
Diga a eles que as crianças gostam muito das baleias, das tartarugas, dos golfinhos e de todos os bichinhos do mundo, a gente também gosta das arvores, de flor, de rio e cachoeira.

Fale pra eles pararem de destruir o planeta, porque ai não vai ter mais Natal e Jesus vai ficar muito triste.

Nesse Natal papai Noel eu quero um futuro de presente

Assinado
Menino do Planeta Terra

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Somos todas as mulheres do mundo





Tem dias que eu acordo querendo ser Joana D´Arc. Vestir minha armadura de ferro para enfrentar os meus demônios. Ter a força de lutar pelo que eu acredito, nem que o final da minha história seja na fogueira. Em outros queria ser Agatha Christie e inventar pra minha vida grandes mistérios em viagens pelo Orient Express. Ou talvez como Clarice Lispector, responder com páginas cínicas aos tapas que a vida às vezes distribui. Quem sabe até me embriagar e cantar as amarguras dos meus amores com a voz rouca da Billie Holiday. Ser Frida Kahlo e assumir todas as minhas diferenças, pintar numa tela as minhas entranhas, me transformar na musa de Serge Gainsbourg, prazer, sou Jane Birkin. Atirar brioches pela janela e ser lembrada como Maria Antonieta, a mulher mais fútil da história. Tem dias para tudo, até para ficar feliz de ser apenas eu.


Somos tantas, as vezes nem é questão de dias..........