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terça-feira, 30 de março de 2010

Quero




Não quero viver como uma planta que ignora a sua flor . Como um pássaro que mantém os pés atados a um visgo imaginário. Como um texto que tece centenas de parágrafos sem dar o recado pretendido. Quero fazer os meus sonhos frutificarem a sua música. Não quero   especializar-me em desculpas que me desviem dos meus prazeres. Que eu consiga derreter as grades de cera que me afastam da minha vontade. Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa.
Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros de terreno baldio que eu não soube cultivar. Calhamaços de páginas em branco à espera de uma história que se parecesse comigo. Não quero perceber que, embora desejasse grande, amei pequeno. Que deixei escapulir as oportunidades capazes de bordar mais alegrias na minha vida. Que me atolei na areia movediça do tédio. Que a quantidade de energia desperdiçada com tantas tolices poderia ter sido útil para levar luz a algumas sombras, a começar pelas minhas.
Quero usar as minhas asas, ainda que com medo. Que, ainda que com medo, eu avance. Que eu não me encabule jamais por sentir ternura. Que eu me enamore com a pureza das almas que vivem cada encontro com os tons mais contentes da sua caixa de lápis de cor.  Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem.

Que, durante a viagem, eu possa saborear paisagens já contempladas com olhos admirados de quem se encanta pela primeira vez. Que, diante de cada beleza, o meu olhar inaugure detalhes, ângulos, leituras, que passaram despercebidos no olhar anterior. Que eu me conceda a bênção de ter olhos que não se fechem ao espetáculo precioso da natureza, há milênios em cartaz, com ou sem plateia. Quero aprender a ser cada vez mais maleável comigo e com os outros. Desapertar a rigidez. Rir mais vezes a partir do coração.

Quero ter cuidado para não soltar a minha mão da mão da generosidade, durante o percurso. E, quando soltá-la, pelas distrações causadas pelo egoísmo, quero ter a atenção para sincronizar o meu passo com o dela de novo. Quero ser respeitosa com as limitações alheias e me recordar mais vezes o quanto é trabalhoso amadurecer. Quero aprender a converter toda a energia disponível às mudanças que me são necessárias, em vez de empregá-la no julgamento das outras pessoas.

Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada não me roubem a capacidade de encanto. A coragem para me aproximar, um pouquinho mais a cada dia, da realização de cada sonho que me move. A ideia de que a minha vida possa somar no mundo, de alguma forma. A intenção de não morrer como uma planta que engasgou e não disse a sua flor.


Wanda Wenceslau

sexta-feira, 26 de março de 2010

Desencontros



...entendi que ninguém é um só, e os tantos que somos sofrem mudanças constantes, os pesos vão variando, as cobranças naturais tomam outro tamanho, algo que ninguém sabe ao certo o que é, a gente vai se afastando, pequenos desencontros, as palavras passam a ser ditas sem nenhum cuidado, fica estranho, parece maldade, colocado em lugares que já não cabe, feliz quando chorava, triste porque sorria, será o filtro quebrado? idéias misturadas, divergências inusitadas, expondo a ferida do outro, aparecem as partes feias que não agradam em nada, poderia entende-la ou ajudá-la, mas do amor sobrou pouco, com olheiras e cara lavada nunca se desculpa nem diz obrigada, cigarro na mão esquerda, um drink na direita, pensa ser quem quer e esquece que é aquela, esqueceu de ser ela, aquela doida adorável que completava, se perdeu, me perdeu, perdidos, perdemos, quanta transformação ou eu não enxergava, uma mudança drástica, essa outra só interessa para um punhado que não presta, tenha cuidado, nos vemos mais à frente, passei do ponto, na verdade deveria ter pego outro ônibus, vou improvisar, como a gente costumava fazer, na minha e na sua casa, quantas peças agora despedaçadas, espero num esperar sincero podermos passar uma tarde juntos para fazer nada, não poderemos mais trocar segredos nem andar de mãos dadas, mas podemos fingir inocência como se fossemos aqueles "nós" que ficaram pela estrada...

Douglas Campigotto

quarta-feira, 17 de março de 2010

Um romance...








"Minha vida não foi um romance...

Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa… de encanto… de medo...
Minha vida não foi um romance...
Minha vida passou por passar.
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.
Minha vida não foi um romance...
Pobre vida… passou sem enredo...
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!
Minha vida não foi um romance...
Ai de mim… Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso... de um gesto... um olhar...
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(Mário Quintana)


segunda-feira, 15 de março de 2010

Tristeza




Portugal prepara-se para perder o último troço de vida selvagem. Depois de milhões de anos a traçar o percurso até ao Douro, o rio Sabor, em Trás-os-Montes, fica refém da estratégia energética do pais. A construção da Barragem do Baixo Sabor (em alternativa ao Baixo Côa) vai inundar milhares de espécies, muitas delas protegidas. A albufeira vai atingir quatro municípios e guardar água suficiente para encher mais de 600 estádios de futebol. Em 2013 nada será como antes e os 40 kms da albufeira a ser criada, e amparada por um muro com mais de 120 metros, apaga as memórias de uma região ligada à terra que a sustentou durante muitas décadas. A nível natural há espécies endémicas que não poderão ser recuperadas e tudo aponta para que o espelho de água que aí vem não poderá ter aproveitamento turístico. A nível energético passa a ser possível retirar água do Rio Douro e guardá-la a montante no Sabor para ser usada sempre que a pressão na rede eléctrica justificar. O rio vai muitas vezes correr ao contrario, mas à mercê do que a EDP entende ser um armazenamento estratégico de água. Durante mais de um ano todos os passos deste processo foram registados.

sábado, 13 de março de 2010

O anel de safira azul.




Fernanda ganhou um lindo anel de seu pai quando se formou em pedagogia.O anel em ouro com uma safira azul e no verso escrito "Fernanda 1930".
Ela logo começou a trabalhar numa  escola da cidadezinha de Avaré.Ensinava o alfabeto as crianças que vinham dos sitios e que mal sabiam segurar um lápis.Ficava orgulhosa quando depois de alguns meses as crianças já sabiam ler e escrever.
Uma tarde quando se despedia dos alunos , percebeu com aflição que o lindo anel de safira azul havia sumido do seu dedo.Procurou por toda classe e por toda escola, mas qual o quê, nada do anel.
Voltou para casa muito triste e quase não continha as lágrimas.Seu pai lhe disse que não ficasse preocupada, que ele lhe daria outro anel igual, mas Fernanda buscava na memória todos os lugares que esteve naquele dia e se em algum momento havia tirado o anel do dedo, mas não se lembrava.
Não tinha nenhuma desconfiança de seus alunos, sabia que se alguém o tivesse encontrado, certamente o devolveria.
No dia seguinte quando começou a aula falou do anel a seus alunos e todos ficaram interessados em encontrar o anel para entregar a professora que tanto admiravam.
Por alguns dias ainda , Fernanda tinha a esperança de encontrar a jóia, mas conforme o tempo foi passando ela foi se convencendo que jamais o encontraria.
Passaram-se semanas, meses e   alguns anos.Fernanda casou-se com um engenheiro , Luiz, que conheceu numa viagem de férias à Porto Alegre e para lá mudou-se com seu marido, continuando assim a sua carreira de professora. Fez mais duas faculdades, formou-se e formou uma família.
Seu marido destacou-se na política e ela também foi bem sucedida em sua profissão.
Quando completou vinte e cinco anos de formada em magistério, foi nomeada secretária da educação de Porto Alegre.
Em 1955, Luiz fazia campanha para eleger o novo presidente do Brasil, e percorria o pais , subindo nos palanques das mais variadas cidades. Ele teria que fazer um discurso em Avaré e convidou a esposa para ir e rever a cidade natal.Fernanda aceitou o convite , não visitava sua cidade há mais de vinte  anos, pois seus pais também haviam mudado para junto dela.
No comício havia banda de música, fanfarra, passeata, enfim , todas as comemorações feitas à festas do gênero.No itinerário da festa estava a escola na qual Fernanda lecionara quando recém-formada.Ela ficou emocionada por retornar e ver a escola tal qual havia deixado e que agora visitava ocupando o cargo de Secretária da Educação.
A cerimônia foi muito bonita e sempre sendo citado o fato de Fernanda ter lecionado naquele local, o que arrancava aplausos do público presente.Como parte da cerimônia Fernanda teria que plantar uma árvore no jardim da escola, porque na campanha do partido de Luiz,uma das promessas era a proteção ao meio ambiente.
Chegaram ao jardim onde já havia sido cavado um buraco e um lindo pé de flamboiam estava esperando num caixote ao lado , pronto para ser plantado.
Fernanda colocou a muda no buraco e encheu a pá de terra para cobrir a muda ,quando viu algo brilhando no meio da terra.Abaixou-se e pegou o objeto, era um anel todo incrustado de barro seco. Fernanda foi limpando a jóia e foi emocionando-se ao mesmo tempo ficando assustada com a conscidência.Era o seu anel de safira azul.Depois de lavá-lo ,leu o escrito, "Fernanda-1930".
Os  mais de vinte anos passados voltaram a sua mente como se estivesse caminhando para trás e lembrou-se , que naquele dia estivera com alunos dando aula de ciências  e os levara ao jardim para estudar algumas plantas e que provavelmente o anel que estava um pouco folgado em seu dedo , caíra na terra que foi  revolvida posteriormente por ventos e chuvas , encobrindo o anel.
Acho curioso como algumas coisas voltam para nós, mesmo passados muitos anos.
Conheço vários casos como esse de Fernanda, eu também, uma vez perdi uma medalha, e achava que entregara sem querer junto com alguma roupa doada aos necessitados.Fiquei uns doze anos sem vê-la, porém numa reforma em minha casa, quando foi retirado o rodapé de madeira para colocar um rodapé  de lajotas , quem estava  caída atrás do rodapé? sim , a medalha.Ela voltava para mim.
Já me aconteceu voltarem para mim:escritos, livros e cartões que eu já até havia esquecido ter escrito ou possuído.
É curioso!


Wanda Wenceslau

terça-feira, 9 de março de 2010

Saudade




Li, gostei e estou repassando


Saudade...

"Hoje acordei com uma incontrolável saudade. Uma inevitável saudade de um tempo que não passa, de uma história sem enredo, de um filme sem final feliz, de alguma coisa que parece nunca chegar. Sinto saudades de uma parte boa da minha vida interrompida por um acaso, sem nunca ter acabado ao certo, porque talvez nunca tenha exatamente começado. Daí a saudade de alguma coisa que poderia ter sido e nunca foi e nem nunca será. Saudade a gente não vê, não pega, mas sente e sabe que ela está ali. Saudade é uma ferida que nunca sara. É como se alguém apertasse seu coração e seu pescoço, quase um estrangulamento. É uma dor sem evidência física. Mas ainda assim é uma dor consistente e tem dias, como hoje, que parecem ser feitos para doer de saudades. Saudades de sonhos, de cheiros, de gostos, de olhares, sorriso discretos, do que seria e acabou sem explicação. Saudades de poucas palavras, de um aperto de mãos, do olhar carinhoso e recatado, de planos loucos traçados à beira da impulsividade. Sinto saudades do que nunca existiu mesmo – embora desejo até que tivesse existido. Não aconteceu. Não houve. Um dia para doer. Eu sinto saudades."
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(Luís Augusto Z. Cardoso)

Eu também , ás vezes acordo assim, com saudade . Saudades dos filhos quando eram crianças. Saudade da escola  que eu frequentava quando era adolescente Saudade de amigos que nunca mais encontrei.
Saudade do meu pai e da minha avó que já morreram. Saudade de sons de vozes e de olhares.Enfim, saudades de mim em tempos passados.

domingo, 7 de março de 2010

8 de março- Dia internacional da mulher







(...)Quem pode o mais também pode o menos, isto é, se as mulheres podem ser cristãs, também poderão ser chamadas, ao mesmo título que os homens, a exercer qualquer ministério ordenado ou não, dentro da Igreja. Nem Deus nem Cristo fazem discriminação de pessoas.(...)


O mistério da pirâmide


Com o evoluir da sociedade, será normal que, na graduação do poder, as mulheres venham a ocupar todos os lugares
1.Num debate televisivo sobre o sacerdócio feminino nas diversas religiões, deparei com o desenho de uma pirâmide para mostrar a situação das mulheres na Igreja Católica. No cimo dessa pirâmide, vinha o Papa, abaixo, os cardeais, mais abaixo ainda, os bispos, seguiam-se, na descida, os padres e, na base da pirâmide, vinham os diáconos. Ali, não havia mulheres. Estava tudo no masculino.
O que mais me espantava, nesse desenho, não era a evidente exclusão das mulheres desses lugares de poder. Estava-se a debater, de forma comparativa, o papel das mulheres na direção das diferentes religiões, a nível global e local. Não vem ao caso, agora, apreciar o que se passa nas outras religiões. No campo cristão, há Igrejas nas quais a pirâmide do poder já conta com presenças femininas e, com o evoluir da sociedade, será normal que, na graduação do poder, as mulheres venham a ocupar todos os lugares. Há quem diga que tempo virá, no qual será preciso, nessas Igrejas, como nos partidos, parlamentos e governos, lutar por uma quota de homens.
O insuportável, naquele gráfico, era a tentativa de identificar a Igreja Católica, Apostólica, Romana com a Hierarquia. Os esforços desenvolvidos, sobretudo ao longo do século XX, para acabar com essa identificação - uma das maiores reconquistas do Concílio Vaticano II (1962-1965) - parecia que não tinham servido para nada.
Depois, mais a frio, pensei: não há razões especiais para me irritar. Aquela pirâmide é, de facto, a representação que continua a vigorar no imaginário de católicos e não católicos. Quando se fala, bem ou mal, da Igreja - e não só nos meios de comunicação social -, pensa-se no que dizem e fazem o Papa, os bispos e os padres. Quem pensará que a Igreja é, em primeiro lugar, constituída pela rede mundial de comunidades cristãs mais densas ou mais raras, segundo os países e continentes? Compreendi, então, que já Santo Agostinho (354-430) tivesse sentido a necessidade de dizer: "para vós sou bispo, convosco sou cristão". A sua glória não estava em ser bispo, mas em ser cristão: alguém que a graça do Espírito Santo transformara num discípulo de Cristo.
Porque será que, mesmo depois de toda a ênfase posta pela Lumen Gentium do Vaticano II, naquilo que é comum a todos os cristãos (n.º 10) e de ter destacado que os vários ministérios da Igreja se destinam ao bem de todo o corpo (n.º 18), se continue a confundir a Igreja com a Hierarquia e esta transformada numa hierarquia sacerdotal?
2.A linguagem do sacerdócio nunca é utilizada, no Novo Testamento, para designar os ministérios ou serviços da comunidade. A usada é de carácter funcional para fazer ressaltar a sua diferença absoluta em relação ao sacerdócio veterotestamentário ou gentio. Por isso, os ministros das comunidades são designados como presbíteros (anciãos), bispos (vigilantes), pastores, presidentes, chefes, dirigentes, guias, etc.. A linguagem sacerdotal é aplicada só a Cristo, único mediador (Carta aos Hebreus), e, de forma colectiva, ao povo cristão, não para oferecer a Deus sacrifícios "materiais", mas a própria vida (Rm 12; 1Pd 2, 4-10).
A partir dos finais do século II, voltou-se a utilizar, no cristianismo, a linguagem veterotestamentária para designar os seus ministros, mas num sentido analógico, metafórico ou, mais exactamente, tipológico. Depois, de forma variável, desenvolveu-se a terminologia sacerdotal que vai sacralizar os ministérios cristãos à maneira do Antigo Testamento, como tendo parte no sagrado, no divino. Como diz o jesuíta Joseph Famerée, na época moderna, a partir da corrente espiritual francesa de Pierre de Bérulle (1575-1629), far-se-á do padre um "outro Cristo" como se, pela sua ordenação, tivesse sido ontologicamente transformado num ser novo. Nesta identificação, é "transubstanciado" num alter Christus, num mediador necessário entre Deus-Cristo e os humanos.
Esta visão sacerdotalizante e ontológica do padre é, para o autor citado, na linha de muitos outros, inaceitável (1).
3.Dir-se-á que, no referido documento conciliar, "o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, apesar de diferirem entre si essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se um para o outro mutuamente; de facto, ambos participam, cada qual a seu modo, do sacerdócio único de Cristo". Ao dizer "sacerdócio comum", poderia supor-se que a diferença essencial corre a favor do chamado "sacerdócio ministerial ou hierárquico". Erro grosseiro. Como dizia Tomás de Aquino, o que há de mais importante, de mais decisivo, no cristianismo, é precisamente o acolhimento da graça do Espírito Santo, anterior a qualquer forma de ministério ordenado. É ela que transforma a vida.
Na altura do Concílio, não foi possível chegar a acordo para que "sacerdócio" ficasse como próprio de Cristo e de todos os fiéis, como vem no Novo Testamento. O consenso possível foi o da justaposição de duas Escolas.
Quem pode o mais também pode o menos, isto é, se as mulheres podem ser cristãs, também poderão ser chamadas, ao mesmo título que os homens, a exercer qualquer ministério ordenado ou não, dentro da Igreja. Nem Deus nem Cristo fazem discriminação de pessoas.
(1) Sacerdote et eucharistie chez Léon Dehon, in La Vie Spirituelle, n.º 782, Maio 2009, p. 240-241


quarta-feira, 3 de março de 2010

Para não adoecer


Autor; Dr.Drauzio Varella
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"Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

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"Tome decisão" 
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
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"Busque soluções" 
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.
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"Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
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"Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.


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"Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
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"Não viva sempre triste".
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.